Mais uma caso de violência da extrema direita na UnB. É preciso romper o imobilismo já!
Imagem: Correio Braziliense, ato de professores, estudantes e funcionários contra os cortes de Bolsonaro na educação em 2019
Na última quinta-feira, dia 9 de abril, um grupo de provocadores de extrema-direita protagonizaram mais um ataque na UnB. Além de depredarem o prédio do Instituto de Artes, eles agrediram fisicamente um estudante. Essa violência não é um caso isolado, desde o ano passado, a perseguição a estudantes se intensificou e não podemos ignorar. No ano passado, foi criada a Frente Única Antifascista (FUA), e mesmo com boicote por parte das organizações que dirigiam o DCE na época, como Juntos! e Correnteza, foi possível combater os grupos de extrema direita que começavam a agir em nossa universidade, a partir das ações da FUA.
A mesma análise que fizemos a épocas, se repete agora. Em um cenário onde as direções do Movimento Estudantil não se conectam mais com sua base, e as instituições da universidade não significam nada para o conjunto dos estudantes, esses provocadores de extrema direita pretendem atacar, política e fisicamente, os estudantes e suas organizações estudantis.
O DCE, se encontra em processo eleitoral, mas isso não pode significar passividade e inatividade diante dessa violência. Frente aos últimos acontecimentos, as forças que dirigem o movimento estudantil na UnB, se mostram completamente complacentes ao ataque. A resposta dos estudantes não pode esperar as burocracias de um processo eleitoral. É preciso organizar desde a base a resistência e a resposta à altura contra esses ataques, para que não ousem nunca mais repeti-los.
Nós, da Juventude Comunista Internacionalista (JCI), reafirmamos que a organização da Frente Única Antifascista (FUA), criada no ano passado, deve ser retomada com urgência. As ameaças da extrema-direita se espalham pelo campus e não serão superadas sem luta.
Devemos cobrar ação e posicionamento da reitoria e administração do Campus, mas não podemos ficar à sua mercê. Já ficou claro, nos casos de violência anteriores, que a reitoria não se importa com a segurança dos estudantes. Nós precisamos nos organizar de forma independente, fortalecer nossas ferramentas de organização de base (CA e DCE) e romper o imobilismo a que hoje suas direções os submetem. É preciso criar comitês de autodefesa em cada curso, e ligar novamente nossas instituições estudantis à base dos estudantes.
Convocamos as forças, e estudantes independentes, que hoje compõem a FUA para reativar as ações desta frente, e organizar um cronograma de ação. Assim como, convidamos todos aqueles que querem se somar nessa luta para fazer parte da FUA. É inaceitável a passividade com que as forças que dirigem o DCE tratam a situação. Precisamos agir desde a base, e conectar todos os cursos e estudantes a essa luta.
É preciso a organização de assembleias em cada curso, mas também uma assembleia geral dos estudantes. Mas isso não é feito com passe de mágica. É preciso construir essas assembleias por meio do diálogo com os estudantes, com panfletagens e organização da base. E a partir daí, formular um plano de ação e um programa de exigências à reitoria. Basta de violência na UnB já!
Se tem interesse se somar a essa luta, e contruir a Frente Unica Antifascista na UnB, entre em contato com os militantes da JCI. Só a luta coletiva e organizada, de todos estudantes poderá barrar a violência política na UnB.
