Uma perspectiva revolucionária para a questão ambiental – Boletim Espártaco Nº05

Chegou o novo número de Espártaco, boletim nacional da Juventude Comunista Internacionalista, fração jovem da Organização Comunista Internacionalista.
Nesse número, publicado no mês em que há anos o Movimento Fridays for Future convoca manifestações em homengam às greves pelo clima de 2019, abordamos no editorial uma perspectiva revolucionária sobre a questão ambiental.
Também nos voltamos para a Ásia e analisamos as mobilizações massivas de jovens e trabalhadores indianos em sua luta contra a corrupção e nepotismo nos vestibulares para o ingresso nas universidades em que apontamos a necessidade da luta pelo fim do vestibular.
Como uma continuidade das discussões sobre a ampliação do militarismo, Espártaco aborda as consequências humanitárias das guerras promovidas pelo imperialismo: a crise migratória, os refugiados e deslocamentos forçados e como os comunistas se posicionam sobre essas questões defendendo a bandeira do internacionalismo proletário e solidariedade internacional.
No editorial, abordamos a questão ambiental e uma perspectiva revolucionária sobre essa questão. A questão fundamental nesse debate é se o capitalismo é capaz de reconciliar a humanidade com a natureza. Seria o capitalismo capaz de impedir ou reduzir os desastres ambientais? No caminho para essa resposta, jovens e trabalhadores se deparam com soluções burguesas e pequeno-burguesas, igualmente ineficazes. Qual a solução duradoura e revolucionária?
Na página 2, Espártaco discute a mobilização de massas na Índia que levou a renúncia do Ministro da Educação, por acusações de corrupção, fraude envolvendo o vazamento de provas para os exames nacionais de medicina. Muitos tem chamado esses movimentos de “Revolução da Geração Z”. Nesse artigo e no box que o acompanha analisamos esse movimento, suas limitações e perspectivas e fazemos uma breve crítica sobre o termo Revolução da GenZ.
Na página 3, os leitores encontram a sessão sobre teoria e história. Dando continuidade às discussões propostas na última edição, analisamos o caráter de classe pequeno-burguês das ações diretas baseadas no terrorismo individual.
Como exemplo prático, apresentamos o filme “A Batalha de Argel” que retrata a revolução argelina, a utilização de métodos terroristas e, em contrapartida, a ação decisa das massas quando tomam as ruas e seus destinos em suas próprias mãos.
Na contracapa, abordamos a catástrofe humanitária, resultado do militarismo e da crise do capitalismo e quais são as lutas hoje que podem unificar a classe trabalhadora imigrante ou nativa na luta pelo socialismo e por seus direitos democráticos e trabalhistas.
Por fim, os leitores encontram a divulgação da Escola Nacional de Formação da Juventude Comunista que acontecerá nos dias 26 e 27 de setembro e vai abordar as teses da revolução permanente aplicadas à revolução venezuelana e o método da frente única proletária contra o oportunismo e o sectarismo.
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Expendiente da 5ª Edição:
- Conselho Editorial: Lucy Dias, Jessica Stolfi, Letícia Toledo, Maria Lucia
- Redatores: Lucy Dias, Maria Lucia, Flávio Reis, Jessica Stolfi
- Revisão ortográfica: Renata Paradiso
- Diagramação: Lucy Dias
