Liberdade para Mahmoud Khalil! Fim da repressão ao movimento pró-Palestina!

Mahmoud Khalil, liderança do movimento estudantil pró-Palestina na Columbia University, Nova York, foi preso no dia 8 de março por agentes do Serviço de Imigração e Alfandega (IEC) e foi ameaçado pelo governo Trump de ser deportado.

Sob o governo Biden, o movimento pró-Palestina começou a refluir nos EUA, exatamente por conta de prisões de estudantes que estavam em ações de solidariedade durante os acampamentos nas universidades. Donald Trump afirmou que a prisão de Khalil seria a primeira de muitas outras e está promovendo uma escalada na repressão contra o movimento pró-Palestina nos EUA. Este é um ataque a toda à juventude, à classe trabalhadora dos EUA, à todo o movimento palestino e às liberdades democráticas – o direito de organização, manifestação e expressão. O ataque está baseado num suprimento do Ato de Imigração e Nacionalidade de 1952 que diz:

“O estrangeiro cuja presença ou atividades nos Estados Unidos, fazer com que o secretário de Estado tenha motivos razoáveis ​​para acreditar que teriam consequências adversas potencialmente graves para a política externa dos estados unidos, é deportável.”

Baseando-se nesse ato, Marco Rubio – atual secretário de Estado norte-americano – expediu a prisão de Khalil e ameaçou deportá-lo. Estão usando Khalil de exemplo para causar medo e desmobilizar jovens e trabalhadores a continuar lutando pela libertação da Palestina, no mesmo contexto em que Trump apresentou ao mundo seus planos para uma nova Nakba na Palestina. Ele sabe que terá que esmagar esse movimento de massas e suas lideranças como Mahmoud Khalil para seguir com a nova catástrofe e vender a Palestina em sangue.

Em uma declaração nas redes sociais, ele afirmou:

“Nós sabemos que há mais estudantes na Columbia e outras universidades país afora que estavam engajados em atividades pró terroristas, antissemita e antiamericanas. (…) Nós os encontraremos, apreenderemos e deportaremos esses simpatizantes de terroristas do nosso país – para que nunca mais retornem.”

Essa é uma ameaça clara a todas as lideranças palestinas residentes nos EUA, bem como a todos os manifestantes apoiadores da libertação da Palestina.

No dia 13, estudantes sofreram medidas disciplinares pela universidade Columbia, como suspensões, revogações tempoerárias de diplomas e até expulsos de estudantes envolvidos na ocupação Hamilton Hall ano passado. Além deles, cerca de 98 manifestantes judeus que foram a Trump Tower protestar contra a prisão de Khalil também foram presos.

Policiais detêm manifestantes durante uma manifestação contra a detenção pelo ICE do ativista palestino e estudante de pós-graduação da Universidade de Columbia, Mahmoud Khalil, na Trump Tower, na cidade de Nova York, EUA, em 13 de março de 2025. REUTERS/Jeenah Moon

Enquanto os imperialistas, colocaram bilhões em dólares para financiar o massacre dos palestinos na máquina de guerra de Israel, os trabalhadores e jovens que não concordam com o genocídio têm seu direito de protestar e de expressar-se cassado e são tratados como terroristas.

Desde o Brasil, nos somamos a luta contra o imperialismo e contra o massacre na Faixa de Gaza, reafirmando que é a burguesia a responsável pela violência e que temos que enfrentá-la não através do pacifismo ou do terrorismo individual, mas com a organização da classe trabalhadora e da sua juventude, com métodos proletários de manifestações e greves de massa. Sabemos que a melhor maneira de expressar nosso internacionalismo é pressionando a burguesia e seus capachos aqui do Brasil – como disse Lenin, o principal inimigo está em casa – e assim exigimos a imediata ruptura das relações comerciais e diplomáticas do Brasil com Israel.

Nos solidarizamos com Mahmoud Khalil e exigimos sua imediata libertação, bem como a libertação de todos os manifestantes solidários a Khalil que foram presos, e o fim da repressão aos estudantes e ao movimento pró-Palestina!

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