Defender os pilares da educação republicana contra a barbárie imperialista – Boletim Espártaco, nº02
Imagem: Pintura a óleo de Eugène Delacroix intitulada “La liberté guidant le peuple” em tradução livre “A liberdade guiando o povo”, de 1830. A obra está exposta no Museu do Louvre e é o símbolo máximo do romantismo francês e da luta pela liberdade, encarnada nas revoluções contra a ordem feudal. Retrata o momento histórico das Três Gloriosas de julho de 1830 em que o rei Carlos X foi derrubado pela revolta popular. Delacroix incluiu diferentes classes e camadas sociais unidas na barricada: um burguês (de cartola), um operário, um estudante e o icônico garoto com pistolas. A pintura também representa as concepções republicanas de liberdade, fraternidade e igualdade frente ao despotismo da nobreza.
Chegou o novo número de Espártaco, boletim nacional da Juventude Comunista Internacionalista, fração jovem da Organização Comunista Internacionalista.
Nesse número, cujo eixo é a defesa da educação pública, gratuita e para todos, abordamos como a crise do capitalismo, em sua fase imperialista, ataca a educação pública, em particular, a secundária. Os ataques específicos, bem conhecidos dos estudantes secundaristas, o Novo Ensino Médio, a Lei da Mordaça e as escolas cívico-militares, são expressões de um sistema em crise, ávido por abrir mercados para a exploração capitalista, o que resulta no assalto à educação pública, seja na precarização, privatização e desvio de verbas para militares aposentados.
Dedicamos especial atenção aos pilares da educação republicana, como patrimônio da Humanidade, contra os discursos pretensamente revolucionários que discutem qualidade de maneira abstrata e desvinculada da realidade concreta de cada escola, em cada estado e região do país.
Na página 2, destacamos o avanço dos projetos de escolas cívico-militares nos Estados brasileiros, em particular no Paraná, onde há a maior concetração de escolas desse tipo. É sintomático que projetos como esse, após terem sido descontinuados nacionalmente, tornem-se objetivo de implementação e expansão da direita e extrema-direita nos Estados, uma vez que mobilizam uma base eleitoral com recursos transferidos da pasta da Educação para pagar salários de “monitores” militares, policiais efetivos ou inativos. Um artigo mais amplo sobre esse tema encontra-se disponível em nosso site.
Ainda na página 2, destacamos duas indicações – de leitura e cinema – ligados à luta da juventude secundarista. O livro, de Geraldo Jorge Sardinha, tem como pano de fundo o contexto de lutas e mobilizações que envolvem a morte do jovem Edson Luís, secundarista paraense que foi assassinado no Rio de Janeiro pela Ditadura Militar. Já o documentário, de Carlos Pronzato, mostra o protagonismo da juventude chilena em 2006 contra a herança educacional do regime de Pinochet, com a organização de uma greve geral de 600 mil estudantes em todo o país e a mobilização de camadas mais amplas do proletariado.
Na página 3, abrimos espaço para uma explicação sobre os princípios que regem nossa atuação nos grêmios, centros acadêmicos e diretórios dos estudantes, isto é, em nossa atuação sindical na juventude, compreendendo essas organizações estudantis como Sindicato de Estudantes. Esse tema é de suma importância, em especial no ano em que se realiza o 46º Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas, a UBES. Nesta página, também apresentamos o podcast Bandeira Vermelha, novo instrumento de propaganda da Juventude Comunista Internacionalista.
Na contracapa, um convite especial aos estudantes secundaristas para participar do Encontro Nacional Fora o Imperialismo e suas Guerras, que será realizado no dia 18 de abril em São Paulo. Finalizamos essa edição com o anúncio da nova brochura da JCI pensada para as lutas imediatas e históricas da juventude secundarista, à ser lançada em 28 de março desse ano, em homenagem a Edson Luís.
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Expendiente da 2ª Edição:
- Conselho Editorial: Lucy Dias, Chico Aviz, Yuri Santoriello, Jessica Stolfi, Carlos Fonseca
- Redatores: Jessica Stolfi, Chico Aviz, Ana Oliani, Fernanda, Letícia de Toledo, Ranni Heler, João Pedro e Lucy Dias
- Revisão ortográfica: Renata Paradiso
- Diagramação: Lucy Dias
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