FORA TARCÍSIO! Em defesa da educação, do serviço público, contra as privatizações, a violência policial e a violência contra as mulheres

No último dia 20 de maio, a unidade das entidades estudantis e sindicatos em greve e em mobilização contra os desmontes promovidos pelo governo de Tarcísio de Freitas conseguiu um feito muito vitorioso: colocar dezenas de milhares de pessoas nas ruas, em marcha até o Palácio dos Bandeirantes, que foram recebidas sem repressão policial pela secretaria estadual da Casa Civil. 

  A unidade na construção da Marcha ao Palácio do Governo ultrapassou as pautas específicas de cada setor e tem conseguido canalizar um sentimento de revolta geral que toda a classe trabalhadora tem vivido ao longo dos últimos anos. Unidade essa, que foi alcançada como fruto da compreensão de que as contradições vividas em cada categoria e Universidade no Estado de São Paulo não corresponde a problemas particulares, mas são reflexos da política de Tarcísio.

Ao lado das reivindicações estudantis e sindicais, compunham as intervenções visuais e agitações da Marcha as denúncias contra a privatização da SABESP, da CPTM e do Metrô, da violência policial nas periferias – que hoje alcança o maior índice de mortes por violência policial em São Paulo dos últimos seis anos – e do envolvimento escusodo grupo político do Governador com o caso do BolsoMaster. 

Essa revolta que se expressa nas conversas cotidianas contra a alta do custo de vida no estado de São Paulo, a humilhação enfrentada todos os dias em trens lotados e defeituosos, nas escolas que hoje mais se parecem com prisões do que com espaços de conhecimento e na indignaçâo frente à violência cotidiana  contra o povo negro e periférico, começa a tomar forma contra a figura do Governador Tarcísio de Freitas. Sua política de ataques às condições de vida e trabalho do povo paulista tem ido até às últimas consequências, sendo responsável pelo completo descaso com a vida. É na sua conta que estão as mortes de Lourivaldo Nepomuceno – vítima do descaso da ViaMobilidade na Linha 5-Lilás; de Alex Sandro Nunes e Francisco Albino, moradores do Jaguaré que tragicamente pagaram a conta da privatização da SABESP; e do menino Ryan, de 4 anos, assassinado por policiais militares enquanto brincava em frente à sua casa no morro do São Bento, na Baixada Santista, enquanto seus algozes saíram impunes por legítima defesa pela Secretaria de Segurança Pública deste governo.

Já não é mais possível conviver com essa política. O que vivemos nas Universidades, na educação e nos demais serviços públicos é parte de um projeto que transforma nossas vidas em engrenagens produtoras de lucros para que uma minoria de empresários, banqueiros e latifundiários vivam do luxo e da concentração de riqueza. Para impor sua política, Tarcísio faz o uso da violência e das forças policiais contra as mulheres, a população negra, estudantes e trabalhadores em luta. Mas quando tomamos as ruas sem medo como fizemos na Marcha do dia 20, nenhum bloqueio policial foi capaz de deter que a verdade sobre esse governo chegasse a milhões de trabalhadores e se convertesse em necessidade de agir.

O aparato policial colocado na rua por Tarcísio de Freitas estava preparado para uma verdadeira guerra. No entanto, nossa Marcha furou os bloqueios e levou a voz do povo para dentro da fortaleza da burguesia paulistana. Furou também o bloqueio midiático quando nem os mais reacionários aparelhos da imprensa conseguiram negar que nosso movimento crescia quanto mais se aproximava do seu destino. Neste sentido, declaramos que nesta batalha, ainda em curso, Tarcísio foi derrotado e desmoralizado, como nunca antes em seus 4 anos de governo. Conscientes disso, nossa decisão é de não dar nenhuma trégua e avançar ainda mais.

No dia  17  de junho marcharemos para a ALESP

Convidamos todas as organizações políticas, entidades estudantis, sindicatos, movimentos sociais, cada coletividade e cada consciência que sente a necessidade de lutar para se somar a um novo compromisso nas ruas de São Paulo. Dia 17 de junho, às 18h, marcharemos novamente até a Assembleia Legislativa de São Paulo, local onde crimes foram e seguem sendo cometidos e sancionados contra o nosso povo, onde a extrema direita – que quer pôr fim aos direitos democráticos – tem mais espaço que a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras deste estado que almejam viver dignamente.

Assinado por várias entidades, ver no post abaixo.

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